Euphoria Voltou — e o Caos Foi Junto: Por Que a 3ª Temporada Está Dividindo o Mundo Inteiro

Euphoria Voltou — e o Caos Foi Junto: Por Que a 3ª Temporada Está Dividindo o Mundo Inteiro

Quatro anos de espera. Dois episódios. E, agora, uma verdadeira bomba nas redes sociais.

Se você abriu qualquer rede social nas últimas semanas, provavelmente esbarrou em alguém falando de Euphoria — porém, não exatamente do jeito que os fãs esperavam. A terceira temporada da série da HBO, que estreou em 12 de abril de 2026, provocou uma avalanche de reações que vai muito além da empolgação normal de um lançamento aguardado. Além disso, estamos falando de indignação, debates sobre arte e exploração, trending topics diários no X (Twitter) e, ao mesmo tempo, uma das recepções críticas mais contraditórias da história recente da televisão.

Por isso, a pergunta que ninguém consegue parar de fazer é simples — e devastadora: o que aconteceu com Euphoria?

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Euphoria retorna com Zendaya e Sydney Sweeney para uma temporada final cheia de polêmicas. (Foto: HBO / BuddyTV)

O Que Sabemos Até Agora

Antes de entrar no turbilhão das polêmicas, vale ter o mapa em mãos. Afinal, a nova temporada já chegou cercada de expectativas enormes e, consequentemente, qualquer detalhe ganhou repercussão imediata.

Confira o que já sabemos:

  • Estreia: 12 de abril de 2026, na HBO e HBO Max
  • Episódios: 8 no total, lançados semanalmente aos domingos às 22h (horário de Brasília)
  • Salto temporal: 5 anos — os personagens agora estão na casa dos 20 anos
  • Nota no Rotten Tomatoes na estreia: 42% de aprovação — a pior da série
  • Elenco principal: Zendaya, Sydney Sweeney, Jacob Elordi, Hunter Schafer e Alexa Demie
  • Novidades no elenco: Rosalía, Natasha Lyonne, Trisha Paytas e Sharon Stone
  • Criador: Sam Levinson, que também escreveu, dirigiu e produziu a temporada

Por Que Isso Está Bombando?

Euphoria nunca foi uma série para estômagos fracos. Desde sua estreia, em 2019, a produção normalizou conversas sobre vício, saúde mental, sexualidade e abuso de uma forma que a televisão mainstream raramente ousava explorar. Desta vez, no entanto, algo parece diferente — e o público percebeu rapidamente.

Além disso, a série voltou ao ar depois de quatro longos anos acompanhada por um rastro de bastidores turbulentos. Entre eles, surgiram relatos de roteiros rejeitados pela HBO, o fracasso da polêmica série The Idol manchando a reputação de Sam Levinson, alegações sobre ambiente tóxico nas gravações e, mais recentemente, a morte do ator Eric Dane — que ainda aparece nos primeiros episódios da nova temporada.

Como consequência, a expectativa virou tensão antes mesmo da estreia.

O primeiro episódio, inclusive, já foi suficiente para incendiar as redes sociais. A cena mais comentada envolve Cassie, personagem de Sydney Sweeney, que entra no universo do conteúdo adulto e protagoniza sequências que dividiram radicalmente a opinião do público. No X, um comentário resumiu o sentimento de muitos espectadores:

“Isso não é roteiro, isso é humilhação televisionada.”

O Fim do Colégio e o Começo de Algo Que Ninguém Pediu?

Uma das mudanças mais significativas da terceira temporada também acabou se tornando a mais criticada. Afinal, com o salto temporal de cinco anos, Rue, Cassie, Nate e companhia agora navegam pela vida adulta — enfrentando casamentos, dívidas, gravidez e crises existenciais.

Na teoria, essa evolução parecia natural. Na prática, porém, boa parte do público acredita que a série perdeu justamente aquilo que a tornava única.

O crítico Fabio Molero, do Omelete, escreveu que a temporada parece “um spin-off que ninguém pediu”, apontando que a estrutura da série sempre dependeu do caos adolescente para funcionar. Sem o colégio como eixo central, portanto, a narrativa parece errante — visualmente hipnotizante como sempre, mas narrativamente sem rumo.

Ainda assim, a fotografia cinematográfica e a direção de arte continuam impecáveis. Além disso, Zendaya, como Rue Bennett, segue firme entregando uma das performances mais fortes da televisão atual. Mesmo assim, muitos fãs sentem que os alicerces emocionais da série ficaram para trás.

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Sydney Sweeney como Cassie Howard: a personagem mais comentada — e mais polêmica — da nova temporada. (Foto: HBO)

Sam Levinson no Centro de Tudo (De Novo)

É praticamente impossível falar da terceira temporada de Euphoria sem falar de Sam Levinson. O criador da série carrega uma reputação extremamente divisiva. Para alguns, ele é um visionário que captura o espírito de uma geração como ninguém. Para outros, entretanto, tornou-se um diretor obcecado em explorar o corpo feminino sob a justificativa da “arte”.

Depois do fracasso de The Idol — cancelada após apenas uma temporada em meio a acusações de conteúdo excessivamente sexualizado e ambiente tóxico de trabalho — Levinson voltou para Euphoria com os roteiros em mãos. Contudo, a HBO teria rejeitado versões anteriores dos scripts, forçando reescritas que atrasaram a produção por meses.

As críticas da imprensa especializada também vieram pesadas.

O The Guardian, por exemplo, deu apenas duas estrelas para a estreia e afirmou que a espera “definitivamente não valeu a pena”, chamando a série de uma obra obcecada e repulsada pelo trabalho sexual. Já o The Telegraph foi ainda mais duro ao afirmar que:

“Levinson tornou-se um pervertido total — e, talvez pela primeira vez, a série não é boa o suficiente para atenuá-lo.”

Consequentemente, o debate em torno da série deixou de ser apenas artístico e passou a envolver ética, exploração e limites criativos.

Mas Tem Quem Defenda

Apesar das críticas, seria injusto ignorar o outro lado da discussão. Afinal, há quem enxergue na terceira temporada uma tentativa corajosa de evoluir a narrativa, mostrando o que acontece quando adolescentes problemáticos crescem e descobrem que os problemas também crescem junto.

Sydney Sweeney, por exemplo, defendeu recentemente os rumos da personagem Cassie. Segundo a atriz, a identificação do público com a personagem é tão intensa que separar ficção de realidade acaba se tornando difícil para muitos espectadores.

E existe um ponto válido nessa visão.

Nenhuma série adolescente dos últimos anos gerou tanto debate real sobre temas reais quanto Euphoria. Mesmo quando o método incomoda, a série continua provocando discussões sobre saúde mental, sexualidade, dependência química, autoestima e exploração emocional.

A Morte de Angus Cloud e a Homenagem que Fez Chorar

Em meio a tantas polêmicas, existe também um momento de pura emoção.

O primeiro episódio encerrou com uma homenagem a Angus Cloud — o inesquecível Fezco — que morreu tragicamente em 2023. A cena foi descrita por inúmeros fãs como devastadora e extremamente sensível.

Para muitos espectadores que cresceram acompanhando a série, esse acabou sendo o momento mais honesto e humano da temporada até agora.

Além disso, a ausência de Fezco é profundamente sentida. E a forma como a produção escolheu lidar com isso mostra que Euphoria ainda consegue emocionar quando deixa o espetáculo visual um pouco de lado.

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A homenagem a Angus Cloud no primeiro episódio emocionou fãs do mundo inteiro. (Foto: HBO / Hypebeast)

Próximos Episódios: O Que Esperar

O episódio 3, intitulado “The Ballad of Paladin”, estreou em 26 de abril e colocou Cassie novamente no centro da narrativa — desta vez vestida de noiva, em uma sequência que promete ser tão polarizadora quanto tudo o que veio antes.

Além disso, com apenas 8 episódios confirmados e a informação de que esta será a temporada final da série, a pressão sobre Sam Levinson nunca foi tão alta.

Os próximos domingos prometem mais debates, mais viralização e, possivelmente, alguma reviravolta capaz de reorganizar a percepção do público sobre a temporada.

Conclusão: Euphoria Ainda Importa — e É Por Isso que Todo Mundo Está Falando

No fundo, existe uma verdade inconveniente nessa avalanche toda: séries que não importam simplesmente não geram esse nível de discussão.

Se Euphoria continua dominando os trending topics semana após semana, dividindo críticos e fãs e provocando debates sobre arte, exploração, corpo e storytelling, isso acontece porque a série ainda toca em algo real.

Por isso, a grande questão já não é mais descobrir se a série é boa ou ruim.

Agora, a pergunta central é outra: Sam Levinson conseguirá, nos episódios restantes, honrar o potencial que ele mesmo criou e entregar aos personagens — e aos fãs — um final realmente memorável?

Uma coisa, porém, parece certa: no próximo domingo, às 22h, o X vai pegar fogo de novo.

Você está assistindo à 3ª temporada de Euphoria? Conta nos comentários o que está achando — e se você está no time “isso é arte” ou no time “isso foi longe demais”.

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